Tributos

Qual a diferença entre CST e CSOSN e como impactam na classificação das mercadorias?

Escrito por Eficiência Fiscal

O Código de Situação Tributária (CST) e o Código de Situação da Operação no Simples Nacional (CSOSN) são códigos que identificam a situação tributária das mercadorias. Neste artigo, você vai entender definitivamente qual a diferença entre CST e CSOSN, além de compreender a importância da classificação correta das mercadorias para a manutenção da regularidade fiscal da sua empresa.

Entretanto, vale destacar que antes de aprofundar os conceitos de CST e CSOSN é essencial entender um pouco mais sobre o Simples Nacional e as regras para adesão a este regime tributário. Esses conceitos são importantes pois o regime do Simples e suas regras mais específicas são utilizados na aplicação do CSOSN.

Acompanhe este artigo e descubra como interpretar e utilizar estes códigos na rotina da sua empresa, adequando as práticas à legislação contábil e garantindo a correta aplicação das normativas na classificação das suas mercadorias. Confira!

O que é Código de Situação Tributária – CST

O Código de Situação Tributária, também conhecido como CST, é composto por trê dígitos (o primeiro indica a origem da mercadoria, enquanto o segundo e terceiro indicam a tributação), conforme tabela “A” e “B”, Anexo do Convênio de 15-12-70- SINIEF. Com efeito,  o CST é utilizado pelos contribuintes que adotam o regime normal de tributação. 

Este código tem a função de identificar a situação tributária relativamente ao ICMS de cada mercadoria na operação praticada.

Na composição do CST são utilizadas as Tabelas A e B, conforme Anexo do  Convênio de 15-12-70- SINIEF.

A Tabela “A” do referido Convênio tem a função de identificar qual é a origem da mercadoria (nacional, importada ou equiparada à importada), ou seja, a título de exemplo:

  • Dígito “0” – mercadorias de origem nacional;
  • Dígito “1” – mercadorias de origem estrangeira por importação direta;
  • Dígito “2” – mercadorias de origem estrangeira adquiridas no mercado interno;

Já a Tabela “B”, abrange especificamente a tributação pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Confira os códigos desta tabela:

  • Código 00 – Tributação Integral
  • Código 10 – Tributação com cobrança de ICMS por substituição tributária
  • Código 20 – Tributação com redução de base de cálculo
  • Código 30 – Isenção ou não tributação e com cobrança de ICMS por substituição tributária
  • Código 40 – Isento
  • Código 41 – Não tributado
  • Código 50 – Suspenso
  • Código 51 – Deferimento
  • Código 60 – Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços cobrados anteriormente por meio de substituição tributária
  • Código 70 – Redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária
  • Código 90 – Outro

Desta forma, o CST identifica a origem e a tributação da mercadoria na operação praticada. Agora, conheça as regras para aplicação do CSOSN.

O que é Código de Situação da Operação no Simples Nacional – CSOSN

O Código de Situação da Operação no Simples Nacional, conhecido com CSOSN, substitui a Tabela “B”, Anexo do Convênio 15-12-70- SINIEF, acima mencionado.

Desta forma, o CSOSN será utilizado na Nota Fiscal Eletrônica quando o CRT for igual a “1” substituindo os códigos da Tabela “B”.

Conheça os códigos e regras de aplicação do CSOSN:

  • Código 101 – Tributação pelo Simples com Permissão de Crédito: neste código estão classificadas as operações no Simples Nacional que permitem a indicação da alíquota do ICMS 
  • Código 102 – Tributação pelo Simples sem Permissão de Crédito: são as operações no Simples que não permitem a indicação da alíquota do ICMS. Atenção: elas também não podem ser abrangidas pelas hipóteses que recaem sobre os códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900.
  • Código 103 – Isenção do ICMS no Simples para receita bruta: são as operações praticadas no Simples Nacional que possuem isenção concedida de acordo com a Lei Complementar nº. 123/2006.
  • Código 201 – Simples com Permissão de Crédito e ICMS por Substituição Tributária: entram nesta classificação as operações que permitem a indicação da alíquota devida pelo Simples Nacional do ICMS com cobrança do mesmo por substituição tributária.
  • Código 202 – Simples Nacional sem Permissão de crédito e com cobrança de ICMS por substituição tributária: semelhante a regra do código 201. Integram este rol as mercadorias que não se incluem nas hipóteses abordadas pelos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900 e nas quais haja cobrança do ICMS por substituição tributária.
  • Código 203 – Isenção do ICMS no Simples para faixa da Receita Bruta e com cobrança de ICMS por substituição tributária: são aquelas operações praticadas pelas empresas que optam pelo regime do Simples contempladas pela isenção instituída pela Lei Complementar nº 123/2006.
  • Código 300 – Imunidade: integram este rol as operações com imunidade de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços.
  • Código 400 – Não tributado pelo Simples: operações praticadas pelos optantes do Simples e que não estão sujeitas à tributação pelo Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços.
  • Código 500 – ICMS cobrado anteriormente por substituição: são aquelas operações sujeitas ao regime de substituição (equivale ao código 60 da tabela CST).
  • Código 900 – Outras hipóteses: neste rol estão todas aquelas operações que não se enquadram nos códigos acima relacionados.

É muito importante que o empresário tenha um conhecimento preliminar sobre as regras de classificação de mercadorias, essas informações são essenciais na gestão do negócio, permitindo melhor controle, regularidade e exatidão na emissão das Notas Fiscais.

Além disso, o controle na exatidão das informações está diretamente relacionado aos processos adotados dentro da organização, por isso, fique atento aos seus sistemas de gestão e esteja sempre por dentro das possibilidades oferecidas pelo mercado, como softwares de gestão tributária, que auxiliam nos processos internos da empresa.

Qual a diferença entre CST e CSOSN?

É essencial estar atento ao CST e CSOSN pois eles identificam a situação tributária da sua mercadoria. Isso significa que são estes códigos que determinam se a tributação será normal, isenta, com redução na base de cálculo, substituição tributária ou outra aplicação.

Como já mencionado, o CST é utilizado pelos contribuintes que optam pelo regime normal de tributação, enquanto o CSOSN é utilizado pelos contribuintes optantes pelo regime do Simples Nacional.

Sendo assim, esta é a principal e primordial diferença entre eles. Fique atento ao seu regime tributário e as regras de aplicação dos códigos nas suas mercadorias. É essencial estar atento a isso para garantir uma gestão eficiente e em consonância com as regras determinadas pela legislação tributária.

CST e CSOSN e a classificação das mercadorias

Os códigos do CST e CSOSN impactam diretamente na classificação das mercadorias já que são eles que definem como será a tributação sobre o produto.

Desta forma, se houver qualquer erro na classificação, a empresa pode vir a pagar impostos desnecessários, ou ainda, deixar de pagar impostos devidos, o que viria a causar um passivo tributário e como consequência, traria problemas com o Fisco, podendo até mesmo ocasionar a obrigação de pagar eventuais multas.

Se você é empresário e busca eficiência e assertividade nas suas rotinas contábeis, é necessário conhecer o seu negócio tendo controle dos itens de estoque e da aplicação das regras de tributação do ICMS, PIS e CONFINS, garantindo a correta classificação da sua mercadoria de acordo com o CST ou CSOSN, conforme seu regime tributário.

Por meio da Eficiência Fiscal você vai garantir a segurança e a excelência nas práticas contábeis de classificação das suas mercadorias. Contamos com um banco de dados elaborado e constantemente atualizado de acordo com a legislação do ICMS, COFINS e PIS.

Por intermédio da tecnologia de “machine learning” e da análise de parâmetros como NCM, atividade econômica da empresa, código de barras e descrição da mercadoria, nosso software define qual deve ser o CST ou CSOSN correto para cada item do cadastro dos produtos da empresa.

Com base na tecnologia oferecida pela Eficiência Fiscal, podemos corrigir eventuais erros de classificação e melhorar os resultados e a regularidade das atividades da sua empresa.

Agora que você já sabe qual a diferença entre CST e CSOSN e a importância da classificação correta das mercadorias, entre em contato conosco e descubra como podemos ajudar na qualificação e exatidão das informações fiscais da sua empresa.

Sobre o autor

Eficiência Fiscal

Somos uma empresa de outsourcing em gestão tributária PIS, COFINS e ICMS com foco em 3 operações, nas operações de compra, manutenção de itens e venda de mercadorias. Em resumo, possibilitamos que as empresas de nossos clientes possam se dedicar totalmente à suas áreas de especialidade, ou seja, em seu core business e contar com o nosso conhecimento qualificado em gestão tributária para obtenção de resultados cada vez melhores, a um custo muito inferior daquele que seria necessário para manter um departamento desses dentro da empresa ou contratação de consultores externos. Através de uma substancial base de regras fiscais e uma inovadora tecnologia em inteligência artificial, nós buscamos resolver o problema da falta de conhecimento qualificado para lidar com toda essa complexidade da nossa legislação tributária, que muitas vezes é potencializada pelo elevado volume de itens em transações com incidências tributárias, seja transações de compra ou de venda.

Deixar comentário.

Share This